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PGD entra em fase de implantação com novo Subprefeito e mobilização da sociedade civil

28 de out.
3 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Regenera busca articulação com poder público, focando no avanço de  temas estratégicos, como regeneração ambiental, proteção de mananciais, preservação da vida silvestre e  combate ao turismo predatório



Após a aprovação e publicação do Plano de Gestão Distrital (PGD) de São Francisco Xavier, o foco da comunidade e do poder público agora se volta inteiramente para a sua implantação. Construído de forma participativa, o documento reúne 203 demandas essenciais para o distrito e, para que saiam do papel, exigirá uma forte articulação entre a sociedade civil e a administração pública. 


A prefeitura de São José dos Campos nomeou para o distrito um novo subprefeito, Juarez Domingues, com a missão de acompanhar a implantação das propostas do plano. A chegada do subprefeito representa um avanço para São Francisco Xavier que, pela primeira vez, conta com um representante em nível de diretoria.  Enquanto a administração regional segue com os serviços de rotina, Domingues atuará como gestor de integração entre as demandas locais e as diferentes secretarias da prefeitura. Ele vem estudando o PGD em busca de sinergias com o plano de gestão do prefeito, para definir prioridades.


“O PGD é um instrumento de conversa, que não resolve todos os problemas, mas abre caminhos. O documento será um norte, tanto para a prefeitura quanto para a sociedade civil, do que precisa ser feito em São Francisco Xavier”, afirma Alberto Queiroz.

A ponte do Regenera e a centralidade da sociedade civil


Nesse contexto, o Regenera vem buscando garantir que o diálogo construído ao longo dos últimos meses não se perca e que as decisões administrativas reflitam o que foi pactuado com a comunidade. O trabalho de advocacy da associação foi intensificado, por meio de diversas reuniões com o secretariado municipal e com o prefeito Anderson Farias, fortalecendo a articulação com o poder público para garantir o avanço de temas estratégicos para o distrito, como a regeneração ambiental, a proteção de mananciais, a preservação da vida silvestre e o combate ao turismo predatório.


“Nosso papel é olhar para os temas que são mais importantes e articular para que os projetos sejam colocados em prática. Temos esse papel de ponte, trazendo o poder público e a comunidade para o debate para não deixar o plano esfriar. Estamos nos mobilizando para isso, buscando um relacionamento construtivo e colaborativo com o novo subprefeito”, explica Queiroz.

Como resultado desse trabalho de diálogo, a administração municipal reafirmou o compromisso de proteger o distrito contra a pressão imobiliária, alinhando a gestão pública à preservação do território e estimulando um modelo de desenvolvimento em que a proteção do meio ambiente seja a base para gerar benefícios duradouros a moradores, comerciantes, prestadores de serviços e visitantes.


A mobilização contínua das lideranças locais é vista como a chave para o sucesso do plano. “As associações e representantes locais precisam escolher, entre as 203 demandas do plano, aquelas que vão priorizar e trabalhar para que saiam do papel. Isso envolve organização, diálogo entre si, com a prefeitura e com a gestão da APA (Área de Proteção Ambiental)”, ressalta o diretor. 


Um olhar técnico para aproximação com a gestão municipal


Queiroz lembra que a necessidade de um instrumento como o PGD nasceu da percepção de que a Prefeitura de São José dos Campos dispõe de um corpo técnico altamente capacitado e forte poder de investimento, porém voltados majoritariamente para demandas urbanas e tecnológicas. Historicamente, isso gerou um fosso de comunicação com a serra, cujas urgências exigem soluções sob medida, focadas em conservação e ordenamento territorial.


Foi a partir dessa constatação que se iniciou, em gestões anteriores, um trabalho contínuo de levantamento de dados e conscientização dos gestores municipais. Esse esforço culminou na criação do PGD, apresentando São Francisco não como um mero destino turístico ou comunidade rural, mas como um patrimônio de biodiversidade de relevância mundial.


Um hotspot global de biodiversidade sob pressão


Os dados do território impressionam e justificam a urgência das pautas levadas ao PGD:



Por outro lado, o aumento expressivo da ocupação territorial, intensificado durante a pandemia, acelerou os conflitos de gentrificação, o aumento do custo de vida local e a pressão sobre os ecossistemas, tornando ainda mais urgentes políticas que dessem conta das especificidades do distrito.


Com rigor técnico, mobilização comunitária e presença ativa junto aos canais institucionais, a publicação do PGD marca o início de um novo capítulo. O Regenera reafirma seu compromisso de atuar de forma colaborativa para garantir que o desenvolvimento sustentável e a proteção do patrimônio natural de São Francisco Xavier se tornem realidade. 


 
 
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